domingo, 22 de março de 2009

Encontros desencontrados no metrô



Foi assim, no metrô.
Eu vi o carinha... talvez o último tangível, da minha idade e condições favoráveis, que eu tenha gostado...
E só fui perceber que ele estava ali quando fui descer, afinal eu quase babei de tanto sono no cochilinho rumo à minha amada zona leste sentada no raro banco vazio.
Ele continua igualzinho.
Óculos, cabelos pra todo lado, sério, espinhas(tá, diminuíram...).
Não tenho mágoa dele... (não? tá.... alguma, mas nada significante....) Mas foi uma sensação estranha.
Não o cumprimentei, nem nada assim.
Não tenho notícias dele há séculos, os mesmos que se passaram sem que eu o visse.
Não vou dizer que vê-lo não mudou absolutamente nada.
Mudou o fato de que agora eu sei que nada aconteceu para que um dia, em algum mês de março de alguns anos depois, eu pudesse vê-lo, dentro do mesmo vagão que eu, e perceber que foi melhor assim.
Só tenho a agradecer.

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